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35 anos, carioca e mãe do João Victor (11 anos e autista)
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Atuava há 12 anos atendendo crianças autistas

28/04/2011 08h46 - Atualizado em 28/04/2011 08h46
‘Estou chocada’, diz mãe de paciente de falsa psicóloga presa no RJ
Segundo a polícia, ela atuava há 12 anos atendendo crianças autistas.

Casal fez denúncia ao desconfiar de recibo pedido para imposto de renda.

“Estou indignada, chocada, decepcionada, descrente.” Foi assim que Andréia Ribeiro, mãe de uma das crianças vítimas da falsa psicóloga presa no Rio, definiu como foi descobrir que a mulher que dizia tratar há 10 meses de seu filho autista era uma estelionatária.
A mulher foi presa em flagrante, na tarde de quarta-feira (27), atendendo um paciente em Botafogo, na Zona Sul, onde funcionava um centro de tratamento especializado fundado por ela. De acordo com as investigações, ela não possui graduação em curso superior, nem especialização em psicologia.

Segundo a polícia, ela atuava há 12 anos e atualmente ‘tratava’ cerca de 60 pacientes. Imagens feitas no centro de tratamento mostram a suspeita conversando com uma delegada, pensando se tratar da mãe de um futuro paciente. “Ela disse, sem conhecer a criança e sem ver, que era uma criança autista e precisaria do tratamento máximo, com três horas diárias“, conta a delegada Patrícia Aguiar, da Delegacia do Consumidor (Decon).

A fraude foi descoberta por Andréia e o marido, Gilson Moreira, que desconfiou quando pediu recibos para declarar as despesas no imposto de renda. “Conflitou o primeiro número verbal e o segundo, já estabelecido no recibo dela. Aí eu procurei o CRP (Conselho Regional de Psicologia) e, nesse momento, a gente conseguiu detectar que ela não era psicóloga”, lembra ele.

“Sempre fomos muito bem tratados e nunca desconfiei de nada“, conta Luis Romero, pai de uma outra vítima.
Consulta de R$ 90 por hora

De acordo com a polícia, ela cobrava, em média, R$ 90 por hora. Na delegacia, segundo a polícia, a falsa psicóloga disse informalmente só ter cursado dois períodos da faculdade de psicologia. A suspeita será indiciada por estelionato, propaganda enganosa e exercício ilegal da profissão.

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