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35 anos, carioca e mãe do João Victor (11 anos e autista)
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Método Teacch - Experiência

A prática da metodologia Teacch foi conhecida por meio de observações do trabalho realizado em uma instituição educacional brasileira e de entrevistas com os profissionais envolvidos nesse trabalho. A instituição atende pessoas carentes e é mantida por doações. Possui duas sedes, onde são atendidos por volta de 50 crianças e jovens, sendo 12 residentes.

Foi elaborado um programa pedagógico que segue os preceitos da pré-escola e do início do curso fundamental. Há também programas pré-profissionalizantes e de atividades devida diária que complementam o trabalho em sala de aula.

A classe é, geralmente, composta por quatro alunos; há
um professor e um assistente. Enquanto o professor ensina uma tarefa nova a um aluno, os outros trabalham sozinhos sob a supervisão do assistente.

Estes profissionais não têm obrigatoriamente um curso superior ou especialização na área; são treinados, num curso teórico-prático na própria escola. O professor ensina uma tarefa conduzindo as mãos do aluno e sempre utilizando os cartões como apoio visual. Aos poucos, direciona cada vez menos até que a criança consiga realizar a atividade sem ajuda, apenas sendo guiada pelos cartões.

Além deste trabalho educacional, os profissionais com formação superior em musicoterapia, educação física e fonoaudiologia, vem desenvolvendo outros programas que são conjugados à rotina diária dos autistas. O trabalho fonoaudiológico compreende diferentes abordagens, escolhidas a partir da avaliação feita pela fonoaudióloga de cada criança. Além disso, a fonoaudióloga também avalia motricidade oral . A"aula de fono", como é chamada, é sempre individualizada e abrange os aspectos linguagem e motricidade oral. O trabalho educacional do Teacch enfatiza mais a comunicação receptiva.

Apesar de os princípios metodológicos do Teacch incluírem, além dos estímulos visuais, os estímulos corporais e audiocinestésicos para desenvolver comunicação, a fono audióloga declarou, em entrevista, que não utiliza aprendizado de linguagem de sinais porque acredita que o problema do autista não seja o mutismo, o que ocorre é que ele não processa a informação via comunicação gestual (mesmo ela sendo de caráter visual), pois não consegue simbolizar. Isto é, o autista não tem capacidade cognitiva para entender o significado dos gestos, que são simbólicos e não representativos fiéis das palavras.

As "aulas de fono" têm caráter diretivo, a verbalização é usada para dirigir e reforçar atividades e a postura da fonoaudióloga é formal e séria .

Método Teacch - Apresentação

O programa Teacch (Treatment and Education ofAutistic and Related Communication Handicapped Children), que em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação, é um programa educacional e clínico com uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em diferentes situações e frente a diferentes estímulos.

A divisão Teacch foi fundada em 1972 na Universidade da Carolina do Norte, EUA, pelo Dr. Eric Schopler et al. do departamento de psiquiatria dessa Universidade. As pesquisas do Dr. Schopler apontam algumas conclusões relativas às crianças autistas.

Em primeiro lugar, o autista é vítima de uma síndrome, e muitos dos seus distúrbios de comportamento podem ser modificados à medida que ele consegue expressar-se e entender o que se espera dele.

Outro dado importante é que as crianças autistas são mais responsivas às situações dirigidas que às livres e também respondem mais consistentemente aos estímulos visuais que aos estímulos auditivos. O método Teacch fundamenta- se em pressupostos da teoria comportrtamentol e da psicolingüística.

Vamos esclarecer alguns pontos fundamentais da terapia
Comportamental para a compreensão do modelo Teacch?

Além de indicar, especificare definir operacional mente os comportamentos-alvo a serem trabalhados, o terapeuta do programa Teacch tem a possibilidade de desenvolver categorias de repertórios que permitem avaliar de maneira qualitativa aspectos da interação e organização do comportamento, bem como o curso do desenvolvimento individual em seus diferentes níveis . É imprescindível que o terapeuta manipule o ambiente do autista de maneira que comportamentos indesejáveis desapareçam ou, pelo menos, sejam amenizados, e condutas adequadas recebam reforço positivo.

Passando para a área da psicolingüística, a prática
Teacch fundamenta-se nessa teoria a partir da afirmação de que a imagem visual é geradora de comunicação.

A linguagem, inicialmente não-verbal, sendo um sistema simbólico complexo, baseia-se na interiorização das experiências. Ao mesmo tempo que a linguagem não-verbal vai dando significados às ações e aos objetos, vai também consolidando a linguagem interior. O corpo vai incorporando significados através da "ação no mundo" enquanto desenvolve de maneira progressiva a comunicação - que pode ser oral, gestual, escrita etc. A linguagem, portanto, é o resultado da transformação da informação sensorial e motora em símbolos integrados significativamente.

Na terapêutica psicopedagógica do método Teacch trabalha-se concomitantemente a linguagem receptiva e a expressiva. São utilizados estímulos visuais (fotos, figuras,
cartões), estímulos corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa .

Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos,
palavra escrita ou objetos concretos em seqüência (p . ex ., potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que serão desenvolvidas naquele dia na escola .

Os sistemas de
trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo terapeuta . Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma sistemática.